Resenha - O rei branco, György Dragomán

Sinceramente: não consigo falar mal de um livro - seja ele qual for -, mas não estou encontrando razões para não fazer isso com “o rei branco”.

O livro fala da história de Dzsatá, um garoto de 11 anos, cujo pai foi levado preso aos campos de trabalho forçados do Danúbio. Em suma, o livro conta a tristeza e ansiedade desse garoto na espera do pai junto à sua mãe; nesse desfeche, ele vive uma vida normal: brincando, estudando e se envolvendo em encrencas que ele não procura.

Somente, Nada mais!

O rei branco é narrado em textos longos com poucas pausas, sem “diálogos”; sobre a perspectiva de Dzsatá com histórias quase sem “ligações”, “perdidas” e “aleatórias”. O que o torna muito cansativo.

Juro, esse livro tinha tudo pra dar certo, mas, György Dragomán, não soube desenvolver bem sua história (acho que simplesmente ele foi infeliz no desenvolvimento da sua escrita). O final foi para mim decepcionante e completamente VAZIO.

Pelo menos uma coisa que fica bem marcado no texto, é o amor que o filho tem ao pai, numa descrição de “valor à família”, mas sem nenhuma emoção ou comoção.

Não foi perda de tempo, mas também não foi ganho dele. Essa é uma leitura que eu não recomendo. Mas você pode tentar dar uma chance e perceber coisas que eu não consegui, quem sabe?




Título original: A fehér király
Autor(a): György Dragomán
Editora: Intrínseca
Número de páginas: 255
Classificação: 


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